24 de abril de 2009

7 de janeiro de 2009

cuidar

não precisas de me testar. eu sei cuidar de ti. eu vou cuidar de ti, sempre. vou estar sempre ao teu lado. adormecer aos teus pés, zelar pelo teu repouso.
não precisas. não precisas.

24 de julho de 2008

traz-me luz

é mesmo ao final do dia, em que os teus olhos carregam o cansaço de quem ouve tantas vidas perdidas, que eu te olho, quando entras à porta, e sei, com toda a minha certeza, que é nesses olhos que eu me perderei sempre!

16 de abril de 2008

o meu caminho nas estrelas

não sou o teu pedaço de céu,
apenas,
porque para ti sou inteira.
a luz que te reflecte, a estrela que brilha por ti.
a energia que te renova, porque se renova contigo.

4 de abril de 2008

depois dos carros se deitarem

mais logo, quando já não se ouvirem sequer os carros na rua, vais ver como tudo se torna mais fácil.
eu abraço-te e ficamos ali as duas a assentar as poeiras.
a rir. a chorar. a pôr vick no nariz. o que nos apetecer na altura.
mas a ficar tudo melhor. muito melhor.

3 de abril de 2008

o cheiro da tua pele

há alturas em que tenho tantas saudades tuas, que nem imaginas.
fico aqui, rodeada de papéis, a relembrar o cheiro da pele da tua cara, logo pela manhã.
[é um cheiro doce. e quente.]
gosto de encostar o meu nariz, e cheirar cada centímetro.
e saber que já estou atrasadíssima.

e não me ralar nada com isso.

2 de abril de 2008

indomável

não me lembro se já te disse, as vezes suficientes, o quanto andas bonita.
não é só a pele, o cabelo, o sorriso.
é isso tudo, movido pelo que vem de dentro.
empurrado por uma água interior, que jorra com uma força indomável.
e torna o teu menear rebolado numa celebração da mulher e da vida.
é o vulcão a passar.
e eu sentada, ao canto, a sorrir.

26 de março de 2008

o meu jardim

quando te conheci era umas flor vistosa. deslumbrante, até.
[cuidei de arranjar o melhor vaso, a melhor terra e a melhor rega
- e acreditei que veria mais]
hoje, estou sentada na primeira fila, a observar a planta de grande porte que deu lugar à flor, e que floresce sempre que os teus olhos brilham.
e os meus brilham igualmente, ao ajeitar a terra enquanto lhe dou uns salpicos de água.
era inevitável.

sabes os imbondeiros?
sim, imponentes.

29 de fevereiro de 2008

pela primeria vez

nunca te fiz uma declaração de amor, neste dia do ano.
nunca antes, neste específico dia, te disse que te amava..
[será que to disse, antes de sair de casa?]
hoje, ainda teremos oportunidade de fazer imensas coisas juntas, pela primeira vez.
e isso é maravilhoso.
mas mais maravilhoso é imaginar, as que iremos fazer, para comemorarmos a segunda vez que estamos juntas neste dia do ano, daqui a quatro anos.
[será que disse que te amo, antes de sair de casa?]

30 de janeiro de 2008

beijos barcelona red (que também pode ser baton)

eu só via beijos a voar
misturados de vermelho
a voar
a voar para mim.
segui o resto do trajecto de sorriso no rosto.
queria lá saber se ía trabalhar, ou se ía voar por esse mundo...

7 de janeiro de 2008

se por acaso, numa tarde cinzenta

deixa que te enrole no meu manto de afectos.
fica assim quietinha, enquanto encosto a boca ao teu ouvido e digo
"nós somos capazes de tudo. e de nada. a nós, a decisão."

12 de dezembro de 2007

encontro

já te falei do encontro?
de como era céptica em relação a essas coisas?
mas, já te falei mesmo, mesmo, mesmo do encontro?
já?
e não queres ouvir outra vez?

25 de outubro de 2007

escrita à mão

despacha-te dos teus afazeres.
corre para casa.
vou experimentar a caneta que me deste, no teu corpo.
nas costas,
vou descrever o nosso primeiro encontro:
por serem largas e macias.
nos braços,
vou pedir-te aconchego:
por serem longos, esguios e contentores.
na cara vou desenhar sorrisos. muitos sorrisos.
depois, dou-te um beijo nos lábios, digo que te amo,
e confesso que a tinta não é daquela que sai facilmente com água.

22 de outubro de 2007

a escolha

andei vinte anos a aprender a escolher.
ainda hoje, se pensar bem, não sei dizê-lo com certeza, se tu foste a minha verdadeira escolha, ou se um presente do destino.
o mais belo presente, embrulhado em brisa do mar, e um sorriso que me acolhe.

17 de setembro de 2007

agora já sei

o que me prende a ti.
são esses dentes brancos,
que despontam da tua boca sempre que libertas um sorriso,
e me mordem ferozmente!

7 de maio de 2007

há palavras que se dizem (?)

saudade é palavra que se diga?
obrigada também?
como dizer obrigada pelas horas que já vivi contigo?

24 de abril de 2007

11 de abril de 2007

se eu pudesse voar

e sentir o cheiro da tua pele, quando de passagem roço os teus cabelos,
se eu pudesse voar,
agora,
ía direitinha para ao pé de ti.
queria sentir, como tantas vezes consigo,
a magia do nosso primeiro abraço -
a brisa do mar incluída!

12 de janeiro de 2007

as saudades

não estão sempre presentes.
mas, as danadinhas, quando decidem aparecer
deixam-me o corpo todo em turbilhão
uma ânsia de estar contigo
de sentir o teu cheiro
que tudo isto deve ter um efeito qualquer no relógio
pois as horas nunca mais passam.