26 de março de 2008

o meu jardim

quando te conheci era umas flor vistosa. deslumbrante, até.
[cuidei de arranjar o melhor vaso, a melhor terra e a melhor rega
- e acreditei que veria mais]
hoje, estou sentada na primeira fila, a observar a planta de grande porte que deu lugar à flor, e que floresce sempre que os teus olhos brilham.
e os meus brilham igualmente, ao ajeitar a terra enquanto lhe dou uns salpicos de água.
era inevitável.

sabes os imbondeiros?
sim, imponentes.

29 de fevereiro de 2008

pela primeria vez

nunca te fiz uma declaração de amor, neste dia do ano.
nunca antes, neste específico dia, te disse que te amava..
[será que to disse, antes de sair de casa?]
hoje, ainda teremos oportunidade de fazer imensas coisas juntas, pela primeira vez.
e isso é maravilhoso.
mas mais maravilhoso é imaginar, as que iremos fazer, para comemorarmos a segunda vez que estamos juntas neste dia do ano, daqui a quatro anos.
[será que disse que te amo, antes de sair de casa?]

30 de janeiro de 2008

beijos barcelona red (que também pode ser baton)

eu só via beijos a voar
misturados de vermelho
a voar
a voar para mim.
segui o resto do trajecto de sorriso no rosto.
queria lá saber se ía trabalhar, ou se ía voar por esse mundo...

7 de janeiro de 2008

se por acaso, numa tarde cinzenta

deixa que te enrole no meu manto de afectos.
fica assim quietinha, enquanto encosto a boca ao teu ouvido e digo
"nós somos capazes de tudo. e de nada. a nós, a decisão."

12 de dezembro de 2007

encontro

já te falei do encontro?
de como era céptica em relação a essas coisas?
mas, já te falei mesmo, mesmo, mesmo do encontro?
já?
e não queres ouvir outra vez?

25 de outubro de 2007

escrita à mão

despacha-te dos teus afazeres.
corre para casa.
vou experimentar a caneta que me deste, no teu corpo.
nas costas,
vou descrever o nosso primeiro encontro:
por serem largas e macias.
nos braços,
vou pedir-te aconchego:
por serem longos, esguios e contentores.
na cara vou desenhar sorrisos. muitos sorrisos.
depois, dou-te um beijo nos lábios, digo que te amo,
e confesso que a tinta não é daquela que sai facilmente com água.

22 de outubro de 2007

a escolha

andei vinte anos a aprender a escolher.
ainda hoje, se pensar bem, não sei dizê-lo com certeza, se tu foste a minha verdadeira escolha, ou se um presente do destino.
o mais belo presente, embrulhado em brisa do mar, e um sorriso que me acolhe.

17 de setembro de 2007

agora já sei

o que me prende a ti.
são esses dentes brancos,
que despontam da tua boca sempre que libertas um sorriso,
e me mordem ferozmente!

7 de maio de 2007

há palavras que se dizem (?)

saudade é palavra que se diga?
obrigada também?
como dizer obrigada pelas horas que já vivi contigo?

24 de abril de 2007

11 de abril de 2007

se eu pudesse voar

e sentir o cheiro da tua pele, quando de passagem roço os teus cabelos,
se eu pudesse voar,
agora,
ía direitinha para ao pé de ti.
queria sentir, como tantas vezes consigo,
a magia do nosso primeiro abraço -
a brisa do mar incluída!

12 de janeiro de 2007

as saudades

não estão sempre presentes.
mas, as danadinhas, quando decidem aparecer
deixam-me o corpo todo em turbilhão
uma ânsia de estar contigo
de sentir o teu cheiro
que tudo isto deve ter um efeito qualquer no relógio
pois as horas nunca mais passam.

21 de novembro de 2006

todas as manhãs

e o melhor que tenho para te oferecer,
todas as manhãs,
é o meu sorriso e aquele abraço que é só teu!

o bulício

no bulício do dia a dia,
na correria que têm sido os nossos dias,
o melhor,
aquilo que me deixa sempre serena e com esperança,
é que à noite,
todas as noites,
encontro o equilíbrio junto a ti.

11 de outubro de 2006

ti

às vezes, dão-me umas saudades tão loucas de ti, que só me apetecia colar-me a ti, com uma daquelas colas que não descolam, e ficar assim junto a ti, todos os momentos.

26 de setembro de 2006

momentos

num momento quase sim porque espero sempre que haja outro perfeito, enrosco-me a ti no sofá.
a televisão emite sons que eu não consigo descodificar.
todos os meus sentidos estão em ti.
e, na minha cara, a felicidade manifesta-se com um sorriso,
quase infantil,
de quem vive o sonho perfeito.

1 de setembro de 2006

minha querida

adoro que me chames "minha querida".
é como se, de repente, fosse envolvida por uma película leve mas resistente, e me transportasses para dentro de ti. junto ao teu coração. é aí que me sinto. que o sinto bater tum-tum tum-tum. às vezes mais acelerado. outras mais tranquilo. e eu ali. a saborear o momento, este momento que dura há dois anos, e que me torna uma mulher cheia. e todas as coisas boas que tiver, ser-te-ão entregues, numa bandeja decorada com flores silvestres pequeninas e amoras. a minha vida para ti.

28 de agosto de 2006

a correr

pousa o que tens nas mãos.
eu farei o mesmo.
e vamos as duas a correr para casa
afagar esta ânsia
esta saudade
esta imensidão de sentimentos.
quero-te tanto!