vamos rezar em conjunto pela aceitação.
vamos fazer um esforço conjunto para aceitar.
para sermos grandes na calamidade.
demos as mãos espiritualmente e acreditemos que, em mal maior, nos teremos uma à outra.
e aceitemos o que a vida nos trouxe.
procurando afastar a mágoa. a própria e a direccionada para a outra.
façamos um esforço para não nos penalizarmos mais. pelo que fizemos, pelo que não fizemos, pelo que poderíamos ter feito e não fomos capazes.
rezemos para afastar isso de nós.
e vamos aceitar.
só temos esse caminho: ACEITAR.
procurar tranquilidade no que aconteceu. acreditar que o tempo nos vai dar o que merecemos.
entreguemo-nos a isto que a vida nos trouxe: o desencontro.
com a mesma esperança que aceitámos o encontro.
temos de nos agarrar a isto. temos de ter uma fé inabalável que isto não nos pode ter acontecido de forma inócua. tem de ter um sentido.
e para termos direito à recompensa, o sentido, temos de ser suficientemente despojadas para nos deixarmos ir.
para nos entregarmos inteiras, despidas, à nossa condição actual.
vamos acreditar que não nos perdemos. que na dificuldade estamos aqui a um passo.
e aceitar.
não perdemos nada. só alterámos estatutos.
acredito que assim será mais fácil o dia a dia, o encontro esporádico, o reencontro.
temos de ser corajosas.
vamos fazê-lo juntas?
7 de outubro de 2010
20 de setembro de 2010
...
"a maior fraqueza do homem é poder tão pouco por aqueles que ama" - blaise pascal
morreste-me. nos braços. nos meus braços.
e eu continuei a ajeitar-te a roupa da cama. a esticar o braço, para te tocar, enquanto dormias.
continuei a cuidar-te, mas tu já não existias.
mas eu continuava a ver-te. a ouvir-te. a sentir-te ao meu lado.
de uma forma meio transparente, pouco definida - deveria ter dado atenção a esses sinais e perceber que poderia ser uma alucinação minha, mas não dei.
morreste-me de repente. sem avisar que ías deixar de existir.
e durante este tempo eu neguei-me esse facto.
mas, hoje, já não te vejo. já não te ouço. já não te sinto.
morreste-me. egoistamente, como é com todos os que morrem.
deixam-nos a herança, mas também o luto.
morreste-me. nos braços. nos meus braços.
e eu continuei a ajeitar-te a roupa da cama. a esticar o braço, para te tocar, enquanto dormias.
continuei a cuidar-te, mas tu já não existias.
mas eu continuava a ver-te. a ouvir-te. a sentir-te ao meu lado.
de uma forma meio transparente, pouco definida - deveria ter dado atenção a esses sinais e perceber que poderia ser uma alucinação minha, mas não dei.
morreste-me de repente. sem avisar que ías deixar de existir.
e durante este tempo eu neguei-me esse facto.
mas, hoje, já não te vejo. já não te ouço. já não te sinto.
morreste-me. egoistamente, como é com todos os que morrem.
deixam-nos a herança, mas também o luto.
6 de setembro de 2010
20 de agosto de 2010
10 de agosto de 2010
da terra
sabes como se prepara uma terra em pousio, para ser novamente plantada?
vou-te contar.
como é natural, por cima já está coberta de umas ervas que cresceram soltas.
abre-se uma pequena vala e rapa-se a erva para dentro dela. e envolve-se com a terra que saiu da vala.
isto de forma sistemática, até o pedaço de terra que queremos utilizar estar completamente preparado.
com este procedimento, temos duas acções que irão trabalhar em conjunto: oxigena-se a terra e utiliza-se as ervas, que não estavam lá a fazer nada, para adubo.
depois, rega-se bem, para a terra ficar macia.
e pronta a receber o que lá queiramos semear ou plantar.
mãos impreparadas, como eram as minhas nas vezes que o fiz, poderão ficar magoadas e com pequenos calos.
mas a satisfação final, compensa tudo isso.
e os calos desaparecem.
26 de maio de 2010
e se, de repente, já tivessem passado seis anos?
o primeiro abraço.
olhos nos olhos.
o encontro.
obrigada. por seres, por estares.
25 de março de 2010
15 de março de 2010
ao virar da esquina
nunca imaginei que se pudesse ser tão feliz na área de restauração de um centro comercial - até te ter ali sentada ao meu lado, hoje.
não há por que complicar a vida - a felicidade está mesmo ali ao nosso alcance.
não há por que complicar a vida - a felicidade está mesmo ali ao nosso alcance.
16 de setembro de 2009
por aqui...
... cheia de saudades tuas.
porque razão as férias não me satisfazem de ti?
porque é que volto (voltamos) e fico sempre com uma vontade louca de continuar, dias e dias seguidos, a passear por aí contigo?
5 de agosto de 2009
olha...
continuo a sentir aquelas saudades loucas, a horas continuadamente imprevisíveis, seja no meio do trabalho, seja no meio do trânsito a caminho de casa.
continuo a desejar ter-te comigo o mais tempo possível.
continuo a sentir que é perfeito o meu viver contigo. amo-te tão apaixonadamente como de início, mas com a intensidade própria do tempo passado em comum.
tudo isto para te dizer que há muito que não escrevo aqui, mas tudo permanece igual.
ou melhor, melhor!
continuo a desejar ter-te comigo o mais tempo possível.
continuo a sentir que é perfeito o meu viver contigo. amo-te tão apaixonadamente como de início, mas com a intensidade própria do tempo passado em comum.
tudo isto para te dizer que há muito que não escrevo aqui, mas tudo permanece igual.
ou melhor, melhor!
24 de abril de 2009
se não fosses tu
sonho-te quente. cheiro-te a roupa. respiro-te o dormir.
hoje, como sempre, tanto, tanto.
hoje, como sempre, tanto, tanto.
7 de janeiro de 2009
cuidar
não precisas de me testar. eu sei cuidar de ti. eu vou cuidar de ti, sempre. vou estar sempre ao teu lado. adormecer aos teus pés, zelar pelo teu repouso.
não precisas. não precisas.
não precisas. não precisas.
24 de julho de 2008
traz-me luz
é mesmo ao final do dia, em que os teus olhos carregam o cansaço de quem ouve tantas vidas perdidas, que eu te olho, quando entras à porta, e sei, com toda a minha certeza, que é nesses olhos que eu me perderei sempre!
16 de abril de 2008
o meu caminho nas estrelas
não sou o teu pedaço de céu,
apenas,
porque para ti sou inteira.
a luz que te reflecte, a estrela que brilha por ti.
a energia que te renova, porque se renova contigo.
apenas,
porque para ti sou inteira.
a luz que te reflecte, a estrela que brilha por ti.
a energia que te renova, porque se renova contigo.
4 de abril de 2008
depois dos carros se deitarem
mais logo, quando já não se ouvirem sequer os carros na rua, vais ver como tudo se torna mais fácil.
eu abraço-te e ficamos ali as duas a assentar as poeiras.
a rir. a chorar. a pôr vick no nariz. o que nos apetecer na altura.
mas a ficar tudo melhor. muito melhor.
eu abraço-te e ficamos ali as duas a assentar as poeiras.
a rir. a chorar. a pôr vick no nariz. o que nos apetecer na altura.
mas a ficar tudo melhor. muito melhor.
3 de abril de 2008
o cheiro da tua pele
há alturas em que tenho tantas saudades tuas, que nem imaginas.
fico aqui, rodeada de papéis, a relembrar o cheiro da pele da tua cara, logo pela manhã.
[é um cheiro doce. e quente.]
gosto de encostar o meu nariz, e cheirar cada centímetro.
e saber que já estou atrasadíssima.
e não me ralar nada com isso.
fico aqui, rodeada de papéis, a relembrar o cheiro da pele da tua cara, logo pela manhã.
[é um cheiro doce. e quente.]
gosto de encostar o meu nariz, e cheirar cada centímetro.
e saber que já estou atrasadíssima.
e não me ralar nada com isso.
2 de abril de 2008
indomável
não me lembro se já te disse, as vezes suficientes, o quanto andas bonita.
não é só a pele, o cabelo, o sorriso.
é isso tudo, movido pelo que vem de dentro.
empurrado por uma água interior, que jorra com uma força indomável.
e torna o teu menear rebolado numa celebração da mulher e da vida.
é o vulcão a passar.
e eu sentada, ao canto, a sorrir.
não é só a pele, o cabelo, o sorriso.
é isso tudo, movido pelo que vem de dentro.
empurrado por uma água interior, que jorra com uma força indomável.
e torna o teu menear rebolado numa celebração da mulher e da vida.
é o vulcão a passar.
e eu sentada, ao canto, a sorrir.
26 de março de 2008
o meu jardim
quando te conheci era umas flor vistosa. deslumbrante, até.
[cuidei de arranjar o melhor vaso, a melhor terra e a melhor rega
- e acreditei que veria mais]
hoje, estou sentada na primeira fila, a observar a planta de grande porte que deu lugar à flor, e que floresce sempre que os teus olhos brilham.
e os meus brilham igualmente, ao ajeitar a terra enquanto lhe dou uns salpicos de água.
era inevitável.
sabes os imbondeiros?
sim, imponentes.
[cuidei de arranjar o melhor vaso, a melhor terra e a melhor rega
- e acreditei que veria mais]
hoje, estou sentada na primeira fila, a observar a planta de grande porte que deu lugar à flor, e que floresce sempre que os teus olhos brilham.
e os meus brilham igualmente, ao ajeitar a terra enquanto lhe dou uns salpicos de água.
era inevitável.
sabes os imbondeiros?
sim, imponentes.
29 de fevereiro de 2008
pela primeria vez
nunca te fiz uma declaração de amor, neste dia do ano.
nunca antes, neste específico dia, te disse que te amava..
[será que to disse, antes de sair de casa?]
hoje, ainda teremos oportunidade de fazer imensas coisas juntas, pela primeira vez.
e isso é maravilhoso.
mas mais maravilhoso é imaginar, as que iremos fazer, para comemorarmos a segunda vez que estamos juntas neste dia do ano, daqui a quatro anos.
[será que disse que te amo, antes de sair de casa?]
nunca antes, neste específico dia, te disse que te amava..
[será que to disse, antes de sair de casa?]
hoje, ainda teremos oportunidade de fazer imensas coisas juntas, pela primeira vez.
e isso é maravilhoso.
mas mais maravilhoso é imaginar, as que iremos fazer, para comemorarmos a segunda vez que estamos juntas neste dia do ano, daqui a quatro anos.
[será que disse que te amo, antes de sair de casa?]
14 de fevereiro de 2008
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